domingo, 26 de março de 2023

Café com amor! ☕



Quase todos gostamos de uma chávena de café. Com ou sem leite. Batido ou não. Concentrado ou não. Café é sempre café.
O café é como o amor. Quem não gosta é por alguma situação passada. Ninguém vive sem amar.
Engane-se quem se considere suficiente para se auto-satisfazer. Ninguém se completa no planeta, fora Deus. Ninguém gera e consome felicidade. Ninguém é pleno e feliz sozinho.
A gente ferve água, bate o café. Vê com emoção o borbulhar da mistura e quando se acresce o leite ou malte, ah, água na boca! É tanta loucura, tal como quando espera pela pessoa amada. O amor é bom, como é um bom café.
Depois de batido, colocamos água fervente. Como um bom beijo caliente, o vapor torna-se convidativo a mais um e outro gole. Com ou sem açúcar, o cenário está desenhado. Quem vive sem amar?
O café, tal como o amor, é irresistível. Se não houver impedimentos sanitários ou de outra índole, sentimo-nos sempre tentados a tomar mais um e mais outro.
O pecado surge quando as distrações tomam conta de nós. Achamos que é mais importante estar ao telemóvel ou sair com amigos ou continuar a vida como se não tivéssemos alguém que espera por nós para se sentir complet@.
Aí o café esfria, perde o gosto e aquele aroma excitante. Deixa de ser café e passa a ser qualquer coisa menos café. Com o amor é também assim. A relação transforma-se.
Aquele café por nós próprios batido já não faz sentido. Já não tomamos. Queremos outro. Ou até já não queremos mais café. Queremos outra coisa que o substitua.
Decepção!
Mas no início queríamos café. Nosso investimento mental e emocional estava focado no café. Preparamo-lo com gosto e prazer. Infelizmente perdeu gosto e prazer...

Não deixes esfriar o café, toma-o quentinho.

🧘🏽‍♂️
Antero de Almeida
Sonhador

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